sábado, 19 de outubro de 2013

Ah se eu pudesse...

Ah se eu pudesse voltar cinco anos atrás. Teria aproveitado mais, jogado o peso sob a linha do trem sem medo de ser atropelado. Teria pensado e desistido de pensar, teria dito o que penso e arriscado sem medo de errar, esperando algo acontecer, mesmo que nunca viesse de fato a ocorrer. 
Seria feliz, seria prático, racional e inteligente. Teria dito "Eu confio em você",  "Eu te amo" como uma pessoa decente. Seria o tal ou alguém completamente normal. Confiaria em fulano, ciclano, por vocês eu mudaria meu plano. Varava noites, dias, ouviria a todos nas tristezas e alegrias. Seria o que sou com dúvidas a mais, carregando no peito memórias de momentos sensacionais. 
Teria conhecido pessoas interessantes, em lugares distantes nesse ou em qualquer instante. Poderia ser diferente, qualquer tipo de gente, decente, doente...demente, mas acredite, tem quem me aguente! Seria incrível para uns, para outros não; talvez sem comparação. Seria eu, de qualquer maneira, levaria tudo no mesmo tom de brincadeira.Se arrependimento matasse eu estaria vivendo. Meu mundo de incertezas seria mais do que eu consigo conceber. Nada muda, tudo é igual. 

Ah, se eu pudesse voltar cinco anos atrás. Estaria numa outra cadeira, talvez de uma outra maneira, pensando o que eu faria se eu pudesse voltar cinco anos atrás...

- Inúmeras possibilidades, o futuro é incerto, decerto. Então ao invés de pensar no passado, pense no futuro; reflita mais um bocado.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Como anda sua "vibe"?


Queria falar de "vibes".. A vibe que falo é aquilo que em inglês pode ser traduzido como "mood", misturado com a energia que a pessoa transmite. Meio Hippie? Talvez, mas tentarei chegar no ponto.

Em um texto anterior eu propus que ninguém de fato "É" e sim "está", logo alguém que se diz triste, pode ser feliz, alguém totalmente extrovertido pode ser, numa determinada situação, a pessoa mais tímida do mundo; é tudo mutável. É baseado nesse meu pensamento e na minha fala de criatividade que pensei em fazer esse texto.
Vejamos, se a criatividade está diretamente ligada à sensibilidade, e essa pode ser canalizada em várias áreas. Me pergunto se seria possível, por exemplo,  um autor de uma comédia escrever decentemente sem afetar seu conteúdo se tiver passando por uma enorme depressão. Talvez sim, mas a força de vontade é muito maior. Nossa vibe é gerida pelo humor que ostentamos no momento e isso reflete em tudo que fazemos. Por exemplo, se você é como eu e tem o hábito de colocar música enquanto está num ônibus ou numa viagem muito distante, provavelmente já passou por isso e não notou. Me diga, caro leitor? De 400 musicas, você presta atenção em todas? a resposta é simples, não. Um carro passa, um vendedor entra gritando, ou até mesmo você pensa na conta que tinha que ter pago e não pagou. Tem certas musicas em certos momentos que passam totalmente despercebidas. Tem outras que podem tocar no meio de um barulho exorbitante que, se forem captadas, vão ficar na cabeça o resto do dia sem muito bem saber porquê, as vezes é um pedaço da letra, outras vezes o ritmo que lembra algum momento. Somos seres movidos pelo inconsciente, no final de tudo.
É claro que isso é algo que não funciona quando você tem 20 músicas, mas ainda assim sempre tem aquelas que você não está afim de escutar de jeito nenhum naquele dia. Porque será?

É tudo questão de sentimento, de vibe. A musica que você escuta, o livro que você lê, o texto que você escreve, tudo isso pode muito bem no momento que você está vivendo.
"Não estou no clima pra isso" - A melhor expressão pra designar esse texto.
Pensar é bom. pensar demais é ruim. Não pensar é horrível. - Talvez ler um pouco de você mesmo não seja tão ruim, certo?
É com essa que me despeço!

Boa Noite e vamos pra Baleia!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Não gostou do texto? Desculpa, foi o calor do momento.


Essa noite eu sonhei que não tinha preocupações. Isso me fez refletir: Que saco seria!

Esfriar o calor do momento é bom. xD
Já pensou? Um mundo sem questionamentos, sem duvidas; tudo linear. É como ler uma poesia apenas pelas palavras que estão lá; sem significado. Como ver um filme abstrato e interpretar que nada aquilo faz sentido; não tem mensagem. É vazio e desmotivador.
Saiba leitor portanto, que você é um verso da poesia, uma cena do meu filme, uma peça importante para eu interpretar meu Eu do mundo. Construir essa compreensão é o motivo pelo qual vivo. Nada é assim por ser assim, mesmo no calor do momento existe uma explicação. Não concorda? Imagine aquele poema que você estudou em literatura e tente, se conseguir, tirar todo o sentido ou a conexão que as palavras têm. Como fica? Não fica.

Peço terminantemente que não achem que eu procuro o sentido da vida; já foi época. Falo da construção do mundo, nosso real construído que sustenta nossos sonhos e nos faz temer nossos pesadelos. Dizer portanto que nunca pensamos em nada está rigorosamente errado. Não existe a menor possibilidade de sermos puro instinto, senão nossos prazeres seriam simplesmente viver com o necessário: comer, beber, dormir. Por esse exato motivo também que inventamos o famoso "calor do momento". Como é bom não pensar no que fazer e deixar a vida lhe levar, como diz o Zeca Pagodinho, não é não? 
A partir disso tudo que podemos confirmar que não existe alguem que seja "puro calor do momento", como muitos tentam se denominar. As pessoas que se denominam assim só têm um pensamento: "não tente me entender, não quero respostas sobre mim para não ter mais perguntas!". - Como eu invejo isso, sinceramente...rs
Apesar de tudo dito, usamos o calor do momento para justificar atitudes que não queríamos ou devíamos. Vou te confessar uma coisa: Se fez, é porque em algum momento aquilo foi desejo - nem que seja por um mísero segundo, aquilo teve algum significado. - No fundo todos sabemos disso, mas quando você veio falar, ninguém disse para você nada além de um "aham...isso acontece.". Que atire a primeira pedra aquele que nunca pensou o que acabei de falar!

Não me venha então justificar atitudes inexplicaveis para você com essa história esfarrapada. Pare para refletir um pouco ou se entregue de uma vez. Se não souber o que fazer, pesquise; compreenda. Ninguém nunca morreu por isso.

Por fim, depois do texto ter dando uma desbandada do seu início você deve estar se perguntando se isso é mais uma das minhas inDIRETAS para alguém, certo? Dessa vez (só dessa vez) eu vou admitir que sim: Para mim. Se você se identificou também, sinta-se à vontade para se inspirar, mas eu juro que não fiz pensando em mais ninguém.

É isso. Espero voltar com assuntos mais atuais e filosóficos como vocês costumam gostar, mas a criatividade está em falta.
Uma ótima noite e rezem pela volta da minha inspiração!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A menina que amava o vento

 "Conta-se a história de que uma vez uma garota se apaixonou pelo vento. Tudo começou devagar: Um dia a menina estava sentada chorando de amores e o vento bateu no seu rosto. Aquela sensação foi como um aconchego para a moça que logo se apaixonou. Só que, é o vento; Ele vai, ele volta. 
Cada vez que o vento soprava na direção contrária, a menina corria atrás dele. Nunca conseguiu de fato alcança-lo, mas ela tentava e tentava, e tentava mais uma vez, apesar dos conselhos de todos. Os outros, porém, achavam aquilo muito estranho, afinal, era só o vento.
As pessoas da aldeia perguntavam pra ela "Porque você continua perseguindo o vento? isso não faz sentido!". a menina, porém, sabia disso e respondia sempre que jamais o voltaria a o fazer. mas o vento voltava e ela continuava correndo atrás.
Aquilo começou a deixar a menina louca. No final ela não entendia porque corria atrás do vento sempre que ele voltava e batia nos seus cabelos; até chamava aquilo de amor. Dizia para si mesmo que não precisava de mais nada, só do vento.
Por fim as pessoas começaram a se questionar sobre essa tal noção de amor da menina. Todos menos um sábio que lhe perguntou pra que servia o amor se o sentimento não era reciproco, afinal o vento ia e vinha quando queria. Obviamente a menina refletiu, jurou e prometeu de pés juntos que jamais ia correr atrás do vento, mas de nada adiantou. Na primeira mudança de briza, o vento voltou, dessa vez mais forte, batendo com violência no seu rosto, esvoaçando feroz em seus cabelos. E, como sempre, e a menina correu atrás.
As pessoas á volta desistiram de falar algo.Não importa quando ou como o vento viesse, a menina logo voltava a correr atrás deles. Ela se julgava feliz assim e era teimosa demais para ouvir os outros. A menina então continuou correndo quando o vento vinha. E o vento? Bom, continua sendo o vento. Continua não sendo de ninguém."

E se você, menina, está esperando um final feliz para essa história, garanto desde já que não vai ter. Não é legal se apaixonar pelo vento. Nunca foi. Estou certo que deva ter coisa melhor e mais concreta por aí, certo? hehe

Texto curto e simples.
Boa Noite.

domingo, 27 de maio de 2012

Tenham paciência comigo...

Podem considerar isso aqui um texto só para não dizerem mais que eu não tenho postado e que eu só quero saber de NãoPodeBlog, agora. Podemos inclusive dedicar esse texto àqueles que dizem coisas do gênero. Para eles, estou aqui tentando demonstrar como é a vida de um garoto metido a escritor de blog amador. Vamos lá?

O mundo da internet ta cheio de gente fazendo coisas criativas mas não necessariamente de qualidade. Vídeos como os gente comendo o próprio vómito ou pulando de um prédio de 30 andares vestido de coelhinho da pascoa podem ser sucessos de views, mas até que ponto eles são uteis pra alguma coisa?
No caso aqui eu falo de um blog. Um blog que tem como nome "TEXTOS sem contexto". Mas o que é um texto?

"Manifestação linguística das ideias de um autor que serão interpretadas pelo leitor de acordo com seus conhecimentos linguísticos e culturais.", segundo a definição na internet.

Um texto é, portanto, algo que necessita da criatividade do seu autor e confesso que há muito essa falta, por isso eu criei os "textos pedidos". Com eles, além de ter pauta pra escrever, eu poderia desafiar a minha capacidade de falar sobre qualquer coisa. - umas vezes dá certo, outras vezes não.

Passando do primeiro tópico, a criatividade, vem outra questão: O tempo.

Como falei acima, sou um garoto metido a escritor de blog AMADOR. Infelizmente tenho uma vida além disso e faço meus textos por hobbie, por diversão, por retorno dos outros ou às vezes (bem raramente) para mandar uns toques a terceiros. - Esse é o sentido de ser 100 contexto; escrevo o que quiser - Porem, além de ter de escrever aqui, eu tenho faculdade, trabalho e até mesmo preciso de descanso. Sou um ser humano, crianças, não me pressionem.

1- Criatividade
2- Tempo
3- O que será que falta? Inspiração. Sim, meus amigos. Existem dias nos quais estou com tempo, surge um tema ótimo e o texto simplesmente não flui. Não há o que fazer nesses dias, só aguardar um momento de inspiração. Certos textos aqui foram feitos quase sem respirar; em 5 minutos sentei e escrevi até o final. Outros, porem, demoraram duas semanas ou até dois meses. Paciência, meus caros gafanhotos! paciência...
Para vocês terem uma ideia agora, eu estou com 7 ideias nos rascunhos desse blog, mas que não saem de jeito nenhum. Não é fácil, se fosse vocês nem leriam....

Senão, qualquer coisa, eu posso botar uns lápis no nariz e nas orelhas, cantar Michel Teló e fazer um video. 
Não...Rs

Boa Noite e tenham paciência comigo!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Evoluções ou Involuções?

Bom, pediram pra eu falar sobre o avanço da tecnologia, então aqui vai.

Para quem escutou o NãoPodeCast #4 já sabe que eu sou um medroso em relação a essas coisas. Não há duvida alguma de que a tecnologia evolui a cada minuto e que as gerações não podem mais ser divididas por conta do avanço tecnológico, por conta dessa velocidade. Agora, o que se questiona aqui é o quanto isso é bom ou ruim para a nossa sociedade?

Não há dúvidas que a maquina ajuda o ser humano e bla bla bla, mas não deveríamos ter cuidado? Me aflige um pouco quando eu vejo as novas inovações na indústria robótica, por exemplo. Pra que, meus amigos, colocar um robô pra fazer cafezinho? Imitar expressões humanas e por aí vai. Isso é muito assustador. Será que não perderemos um pouco de nossa individualidade? Tenho minhas dúvidas em relação a isso. 

Já falei várias vezes nesse blog que eu sou romântico no sentido de que a vida e linda com suas falhas e seus acertos. As pessoas são diferentes umas das outras e por isso é tão interessante conviver com gente nova, porque nem sempre a forma de tratamento pode ser a mesma. Num mundo de maquinas, a tendencia é customizar tudo isso. As pessoas se tornam mais preguiçosas, mais padronizadas, sei la! Não sei até que ponto tal fato é uma medida positiva. Não entendeu? Pense na culinária. Tem ficado frequente na Europa um aparece onde você só coloca os ingredientes, a dosagem e ele faz o prato que você desejar. Onde entra o toque do cozinheiro nisso? O que diferencia tal coisa da comida plástica? É até pior, porque convenhamos, o "Fast Food" ainda é feito pelo homem e, de vez em quando, boas ou ruins, nós temos algumas surpresas. Faz parte, é humano errar. Eu não sei vocês, mas acho que pra vocês já ficou mais que clara a minha opinião, certo? 
Fico imaginando realmente os filmes que tratam do assunto. Não vou ser radicalista e pensar em algo como Exterminador do Futuro ou um filme desses que envolva um grande massacre em massa por causa das maquinas, mas sim filmes como AI, Inteligência artificial, onde a maquina substitui o ser humano em muitas funções, ou até mesmo Wall-E, onde eu imagino um monte de gente preguiçosa morrendo só pra levantar da cadeira. Sinceramente não gostaria desse futuro para mim.


Não estou assumindo o papel do "pseudo-hippie" e dizer que temos que viver da mãe terra. Só acho que existem áreas do social onde não podemos meter uma máquina, embora a modernidade tente. Pense um pouquinho, eu sei que em ao menos uma delas você vai concordar comigo.

Boa Tarde!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Quem ouve o psicologo?

Para quem não sabe, eu sou um psicólogo. Não meus amigos, eu faço cinema, mas to dizendo que sou psicólogo exatamente para vocês, antes de começarem a explorar o assunto desse tema, entenderem que não é da função profissão que eu quero falar aqui.
Pra começar, o que é o psicologo, no caso? O psicologo é aquele seu amigo trouxa (no bom sentido) que está ali para você fazer análise quando quiser, pra te escutar e te dar até conselhos sem cobrar nada por isso. É, na minha humilde opinião, melhor até mesmo que um psicólogo de profissão, já que esse vai analisar a SUA concepção das coisas e não todo um contexto; ele está de fora, nem se quisesse (e digo isso porque claramente alguns NÃO QUEREM), ele poderia fazer isso.

Acontece porém, que não é todo mundo que é psicologo e, como tal, não são todos que têm a capacidade, ou vontade ou mesmo a paciência de exercer tal função. Não entenda mal, tem gente que simplesmente não nasceu pra isso. Se você está mal, essa pessoa vai acabar por optar por te levar pra sair, fazer esquecer seus problemas. Talvez funcione melhor que o psicólogo, mas não vem ao caso. A questão principal desse texto é, se o psicólogo ouve todos, quem ouve o psicólogo? É complexo.

Podemos dizer que um outro psicólogo, mas no mundo onde vivemos eles estão cada vez mais em extinção. As pessoas têm suas vidas, seus problemas individuais e de longe querem se envolver com os outros. Às vezes não é má vontade, mas outras sim. Faz parte do mundo individualista que vivemos. O psicólogo tem seus próprios problemas e ainda suporta os dos outros. Se tem alguem que precisa esvaziar o copo, então esse é ele. Não se iluda, caro leitor, achando que o psicólogo é capaz de resolver os seus próprios problemas, ou você nunca ouviu falar que "o jardim do vizinho é sempre mais verde"? Ele é mais verde exatamente porque você está de fora, vê tudo de forma diferente.

Já constatamos então que não é possível que o psicólogo ser ouvido apenas pelos psicólogos porque eles são poucos, que nem todo amigo pode ser psicologo e que uma psicólogo não é capaz de resolver os próprios problemas. Então o que sobra? Uma vez fiz um texto que dizia que nós não "somos" e sim "estamos". No caso, seja, dentro de todas as coisas, um psicólogo "part-time". "Ah, mas eu não sei o que dizer. Não sou bom aconselhando as pessoas...." - Ouça. Só isso vai fazer muito bem a um psicólogo; é uma ajuda muito grande, fora que é um sentimento psicológico maior ainda. Lembram quando eu falei de valorizar os outros, só o fato de você demonstrar preocupação, já vai acalmar um pouco a alma do psicólogo.

Só isso por hoje, sem frases de efeito. Se eu não atualizar isso hoje, só semana que vem. Hehe
Boa noite a todos os psicólogos de plantão e todos aqueles que podem exercer essa função nem que seja por um momento só.

Até o/